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Dor nas costas: o que pode ser? As causas mais comuns

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Dr. Aléssio NovaisFisioterapeuta · CREFITO 4-114442F
8 min de leitura
Atualizado em Junho de 2026
Infográfico multifatorial e biopsicossocial da dor nas costas

Dor nas costas é uma das queixas mais comuns que existem, e também uma das que mais gera dúvida: pode ser desde uma simples tensão muscular até um problema que merece atenção. A boa notícia é que, na grande maioria das vezes, a causa é benigna e tratável. Entender as possibilidades ajuda a saber o que fazer.

Em resumo

  • A maioria das dores nas costas é mecânica e benigna, não sinal de doença grave.
  • As causas mais comuns são musculares, articulares e posturais.
  • Menos de 5% dos casos têm causa séria, mas existem sinais de alerta a conhecer.
  • Descobrir a causa exata é o que define o tratamento certo.

Antes de listar as causas, uma informação que tranquiliza: a grande maioria das dores nas costas é do tipo mecânico, ou seja, vem de estruturas como músculos, articulações, discos e ligamentos, e não de uma doença grave. As causas sérias existem, mas são a minoria, e é justamente por isso que saber reconhecê-las importa.1

~90%1

das dores nas costas são de origem mecânica (músculos, articulações, discos), e não causadas por doença grave

StatPearls / NCBI

As causas mais comuns da dor nas costas

1. Tensão e distensão muscular

A campeã disparada. Esforço, má postura, movimento brusco ou até estresse podem sobrecarregar a musculatura das costas, gerando dor e rigidez. Costuma ser localizada e melhorar em dias a poucas semanas.

2. Articulações da coluna (facetas)

As pequenas articulações entre as vértebras podem ficar sobrecarregadas ou irritadas, gerando dor que costuma piorar ao inclinar para trás ou ficar muito tempo em pé. É uma causa frequente de dor que insiste em voltar.

3. Disco intervertebral (incluindo hérnia)

O disco que amortece as vértebras pode se desgastar ou se deslocar (hérnia). Quando pressiona um nervo, a dor pode irradiar para a perna ou o braço, com formigamento ou perda de força. Esse padrão de dor que 'desce' é uma pista importante.

Leia também: 7 sintomas de hérnia de disco

4. Postura e sobrecarga do dia a dia

Horas sentado, celular, trabalho repetitivo e sedentarismo raramente são 'a causa' isolada, mas são o terreno que faz as outras causas aparecerem e voltarem. Aqui mora boa parte das dores crônicas.

Na maioria das vezes, a dor nas costas não é um susto — é um recado do corpo sobre algo que dá para corrigir.

Infográfico: dor nas costas — causas mecânicas, musculares, sistêmicas, dores referidas e sinais de alerta
Resumo visual: as principais causas da dor nas costas e os sinais de alerta que pedem avaliação imediata.

Quando a dor nas costas pode ser algo mais sério

A minoria dos casos, menos de 5%, tem uma causa que exige atenção especial. Existem sinais, chamados de sinais de alerta, que indicam a necessidade de avaliação mais cuidadosa. Não servem para assustar, e sim para saber a hora de não esperar.1

Por que 'o que pode ser' só se responde avaliando

Repare que várias dessas causas geram dores parecidas, mas pedem tratamentos diferentes. Dor muscular, de faceta e de disco podem doer no mesmo lugar e exigir condutas opostas. É por isso que 'o que pode ser' não se resolve no Google nem no exame de imagem sozinho: quem conecta o que você sente à causa real é a avaliação clínica.2

E, mais importante que rotular a dor, é entender o que a está mantendo. Aliviar sem tratar a causa é o que faz a dor voltar.

Leia também: tratar a causa da dor

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Perguntas frequentes

  • Na maioria das vezes é de origem mecânica: tensão muscular, sobrecarga das articulações da coluna, alterações do disco (como hérnia) ou postura. Menos de 5% dos casos têm causa grave. A avaliação define qual é a sua.

  • Quando ela vem acompanhada de perda de força, perda de controle de bexiga ou intestino, dormência na região entre as pernas, febre, trauma importante ou dor que piora à noite e não melhora. Esses sinais são incomuns, mas pedem avaliação sem demora.

  • Não. Na maioria dos casos a avaliação clínica orienta a conduta sem necessidade imediata de exame de imagem. A imagem entra quando há sinais específicos que a justifiquem.

  • Não necessariamente, mas indica que um nervo pode estar envolvido, frequentemente por uma hérnia. Esse padrão merece avaliação para confirmar a origem e definir o tratamento.

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Referências

  1. 1.Low Back Pain: Evaluation and Management. StatPearls, NCBI Bookshelf, 2025.
  2. 2.Will P et al. Mechanical Low Back Pain. American Family Physician, 2018.
Foto do Dr. Aléssio Novais

Dr. Aléssio Novais

Fisioterapeuta especialista em coluna · CREFITO 4-114442F

18 anos dedicados ao tratamento da dor na coluna. Fisioterapeuta, quiropraxista e professor, com abordagem construída ao longo de milhares de atendimentos e ensinada hoje a profissionais de todo o Brasil.

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Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui a avaliação presencial com profissional habilitado. Diagnóstico e conduta dependem de exame clínico individual.

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