Dor lombar

Dor que irradia para a perna: pode ser o ciático

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Dr. Aléssio NovaisFisioterapeuta · CREFITO 4-114442F
7 min de leitura
Atualizado em Junho de 2026
Ilustração do trajeto do nervo ciático descendo pela perna

Aquela dor que começa na lombar e desce pela perna, às vezes até o pé, tem um nome popular: ciática. Mas a ciática não é uma doença em si, é um sintoma. E entender o que está por trás dela é o primeiro passo para tratá-la.

Em resumo

  • Ciática é a dor que irradia da lombar para a perna, seguindo o trajeto de um nervo.
  • A causa mais comum é uma hérnia de disco comprimindo uma raiz nervosa.
  • A maioria dos casos melhora com o tempo e tratamento conservador.
  • Perda de força ou sinais de alerta pedem avaliação sem demora.

O termo médico mais preciso é radiculopatia lombar: a dor surge quando uma raiz nervosa na coluna é comprimida ou irritada, e o sintoma 'viaja' pelo trajeto desse nervo até a perna. Por isso a dor da ciática costuma ser em faixa, descendo pela nádega e pela parte de trás da coxa.1

Como reconhecer a ciática

O padrão típico é uma dor que desce por uma das pernas, muitas vezes acompanhada de formigamento, dormência ou sensação de queimação. Costuma piorar ao sentar por muito tempo, ao tossir ou espirrar. Em geral atinge só um lado.

O que causa

Na maioria das vezes, a ciática vem de uma hérnia de disco que pressiona uma raiz nervosa, em especial as dos últimos níveis da coluna lombar. Outras causas incluem o estreitamento do canal (estenose) e alterações degenerativas. É por isso que investigar a origem importa: o tratamento muda conforme a causa.2

A ciática não é o problema. É o aviso de que um nervo, lá na coluna, está sendo incomodado.

A boa notícia: costuma melhorar

O curso natural da ciática costuma ser favorável. Boa parte das pessoas apresenta melhora importante ao longo de algumas semanas a poucos meses, com tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia.1

60%+1

das pessoas com dor radicular (ciática) atingem boa evolução em torno de 3 meses, segundo estimativas da literatura

Estudo sobre dor radicular lombar

Quando não esperar

Apesar do bom prognóstico, alguns sinais pedem avaliação sem demora: perda de força progressiva na perna, dormência que aumenta, ou os sinais de emergência (perda de controle de bexiga ou intestino, dormência na região entre as pernas). Esses últimos são raros, mas urgentes.

Como é o tratamento

O foco é reduzir a irritação do nervo, devolver movimento e fortalecer o que sustenta a coluna, identificando a direção em que a dor melhora. Como em toda dor da coluna, aliviar não basta: é preciso tratar a causa que comprimiu o nervo.

Leia também: hérnia de disco tem cura sem cirurgia?

A dor já desce pela perna? Vale avaliar a origem o quanto antes.

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Perguntas frequentes

  • É a dor que irradia da lombar para a perna, seguindo o trajeto de um nervo. Tecnicamente é chamada de radiculopatia lombar, e ocorre quando uma raiz nervosa da coluna é comprimida ou irritada.

  • Não sempre, mas a hérnia é a causa mais comum. Outras causas incluem estreitamento do canal (estenose) e alterações degenerativas. Por isso a avaliação é importante para definir a origem.

  • A maioria dos casos melhora com tratamento conservador ao longo de semanas a poucos meses. O tempo varia conforme a causa e a intensidade do quadro.

  • Quando há perda de força que piora rapidamente, ou sinais como perda de controle de bexiga/intestino e dormência na região entre as pernas. Esses sinais são raros, mas exigem atendimento imediato.

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Referências

  1. 1.Understanding sciatica: illness and treatment beliefs in a lumbar radicular pain population. (Inclui dados sobre história natural da dor radicular.) PMC.
  2. 2.Lumbosacral Radiculopathy. Merck Manual (Professional Edition).
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Dr. Aléssio Novais

Fisioterapeuta especialista em coluna · CREFITO 4-114442F

18 anos dedicados ao tratamento da dor na coluna. Fisioterapeuta, quiropraxista e professor, com abordagem construída ao longo de milhares de atendimentos e ensinada hoje a profissionais de todo o Brasil.

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Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui a avaliação presencial com profissional habilitado. Diagnóstico e conduta dependem de exame clínico individual.

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